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Conciliação: Cejusc da JFPE forma novos conciliadores

10/07/2019 às 17:45:00

Na tarde de ontem (9), uma solenidade marcou a conclusão da formação de 32 conciliadores da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE). Eles receberam o certificado do Curso Básico de Formação de Conciliadores, organizado pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania – Cejusc da JFPE, em parceria com o Núcleo de Conciliação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5).  Eles cumpriram uma carga horária total de 40 horas teóricas e 60 horas de estágio supervisionado. A próxima etapa da formação é a realização, dentro de um ano a partir da conclusão do estágio, de serviço voluntário de 192 horas na função de conciliador, o que garante o certificado de prática jurídica emitido pelo Cejusc. Alguns já concluíram esta etapa. Os certificados foram entregues pelo corregedor-regional do TRF5, desembargador federal Carlos Rebêlo Júnior. Na ocasião, oito conciliadores foram homenageados por continuarem a prestar o trabalho voluntário nas audiências de conciliação realizadas pela JFPE. A solenidade contou com as presenças do diretor do Foro da JFPE, juiz federal Frederico Azevedo, da coordenadora do Cejusc, juíza federal Nilcéa Maggi, do gerente jurídico e do coordenador jurídico da Caixa Econômica Federal, respectivamente, Ricardo Siqueira e Paulo Barros.

“Esses conciliadores foram muito bem formados e são extremamente comprometidos com o movimento da conciliação e altamente entusiasmados com esse trabalho voluntário. Sou uma entusiasta da conciliação porque ela representa um grande ganho, pois consegue resolver casos complexos de forma definitiva, sem necessidade de uma sentença de mérito. Na semana passada, realizamos 120 audiências, solucionando o problema da casa própria de muitos mutuários, trazendo tranquilidade para essas pessoas”, ressaltou a coordenadora do Cejusc, juíza federal Nilcéa Maggi. O corregedor-regional do TRF5, desembargador federal Carlos Rebêlo Júnior, fez um histórico de como era a conciliação nos primórdios, ressaltando a importância do trabalho, parabenizando os conciliadores voluntários.

Entre os voluntários, alguns são oficiais de justiça na JFPE, como Laércio Teixeira, da Subseção Judiciária do Cabo, que já está atuando também como conciliador na sua unidade de trabalho. Para o servidor, a nova formação foi importante e vai agregar muito a seu trabalho de oficial de justiça, principalmente com a utilização de técnicas aprendidas na formação de conciliador, que ajudarão também na abordagem durante as intimações. “As técnicas aprendidas estão ajudando nas minhas atividades de oficial de justiça, principalmente para manter o diálogo com as partes envolvidas”, avaliou Laércio Teixeira.

Para Pedro Dias de Oliveira Netto, doutorando em Direito, considerado conciliador emérito, pois já está fazendo conciliação no Cejusc há alguns anos, permanecer na atividade voluntária  tem proporcionado um grande ganho: “o  contato com as atividades de conciliação quebra o aspecto formal do Direito, além de permitir um crescimento profissional e pessoal”.

O grupo de conciliadores é composto não só por egressos da área de Direito, mas também de outras profissões, como jornalismo, ciência social, entre outras. O que vale é o desejo de trabalhar em prol da resolução pacífica de conflitos. O cientista social Almir Ferreira é estudante do 6º período de Direito e está feliz com a atividade de conciliador. “A experiência tem contribuído para a minha formação enquanto estudante da graduação, pois tenho levado os conhecimentos adquiridos para a minha formação em Direito. É impressionante ver a quantidade de pessoas com problemas financeiros e ver que o número de acordos é alto”, comemorou Almir Ferreira.

De acordo com dados do Cejusc, de outubro de 2017 a junho de 2019 foram realizadas 1.920 audiências de conciliação, com 1.510 acordos, envolvendo valores na ordem de R$ 3,5 milhões. Uma das partes envolvidas nas audiências de conciliação na JFPE é a Caixa, principalmente por meio dos mutirões do Projeto Prédio Caixão. “É uma satisfação muito grande em sermos os precursores da conciliação na Justiça Federal em Pernambuco. Quero parabenizar os conciliadores voluntários, sobretudo pelo papel na arte de pacificar conflitos. A presença de vocês é fundamental e vocês têm que ter orgulho por ser voluntários. A juíza federal Nilcéa Maggi é uma guerreira e nos anima. Com ela podemos contar com uma solução pacífica para as duas partes”, enfatizou o gerente jurídico da Caixa, Ricardo Siqueira.

 

 

 


Autor: Assessoria de Comunicação da JFPE

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